Intervenção de S. E. Zheng Xuan no evento cultural do Festival do Barco-Dragão do Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane
2026/06/19

Excelentíssimo Prof. Doutor Mohsin Mahomed Sidat, Vice-Reitor da Universidade Eduardo Mondlane,

Excelentíssimo Embaixador José Matsinha, Diretor da DAO do MINEC, 

Excelentíssimo Senhor Sergio Pantie,Presidente da Liga de Amizade Moçambique–China da Assembleia da República de Moçambique,

Bom dia a todos!

É com grande prazer que participo no evento cultural do Festival do Barco-Dragão de 2026, organizado pelo Instituto Confúcio da Universidade Eduardo Mondlane. Em nome da Embaixada da China em Moçambique, gostaria de expressar as minhas calorosas felicitações pela realização deste evento e apresentar as minhas saudações festivas e sinceros cumprimentos a todos os amigos que têm apoiado e promovido os intercâmbios e as cooperações culturais entre a China e Moçambique.

Sendo a primeira festividade chinesa inscrita na Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, o Festival do Barco-Dragão carrega a profunda riqueza da civilização chinesa, irradia o espírito de harmonia que atravessa os tempos e liga as aspirações comuns da humanidade por uma vida melhor. Hoje, reunimo-nos com os nossos amigos moçambicanos para partilhar esta celebração da cultura tradicional chinesa e para descobrir, em conjunto, os valores e os códigos espirituais da civilização chinesa.

O Festival do Barco-Dragão é o aroma do zongzi. Há mais de dois mil anos, o poeta patriota Qu Yuan suidicou-se afogando no rio com motivo de sacrifício pela pátria. Comovido pela sua lealdade e coragem, o povo passou a lançar arroz às águas para o homenagear. 

Desde então, cada grão de arroz e cada zongzi tornaram-se símbolos gastronómicos da recordação de Qu Yuan, transportando a admiração e o respeito de gerações por um grande patriota.

O Festival do Barco-Dragão é também a serenidade tranquila das ervas aromáticas. No auge do verão, as pessoas confeccionam saquinhos perfumados com artemísia e cálamo, procurando afastar doenças e desejar paz e saúde. Este costume simples encerra a antiga sabedoria chinesa da “harmonia entre o ser humano e a natureza”, constituindo igualmente uma importante fonte cultural da filosofia da modernização chinesa, que defende a convivência harmoniosa entre a humanidade e o meio ambiente.

O Festival do Barco-Dragão é ainda a competição dos barcos-dragão. Ao som dos tambores, os remadores avançam em perfeita sintonia. A tradicional corrida de barcos-dragão representa da melhor forma o espírito de solidariedade e cooperação. O Presidente Xi Jinping assinalou que, no mundo atual, todos os países navegam no mesmo grande barco com futuro compartilhado, apelando a que todos remem na mesma direção para promover a construção de uma comunidade com o futuro compartilhado para a humanidade. Isto significa que todos os países, independentemente da sua dimensão, riqueza, poder, cor da pele ou língua, são membros iguais da comunidade internacional. Devemos unir esforços e trabalhar em conjunto para transformar o nosso planeta numa grande família harmoniosa.

O Festival do Barco-Dragão é também o movimento das fitas coloridas. Os fios de cinco cores—verde, branco, vermelho, preto e amarelo—entrelaçam-se, simbolizando os cinco elementos da filosofia tradicional chinesa: metal, madeira, água, fogo e terra. Esta tradição transmite votos de felicidade e prosperidade, refletindo igualmente a filosofia chinesa segundo a qual todas as coisas coexistem e se desenvolvem em harmonia. No passado dia 10 de Junho celebrou-se o segundo Dia Internacional para o Diálogo entre Civilizações, uma iniciativa proposta pela China e aprovada pela Assembleia Geral da ONU em 2024.

A criação desta data constitui uma medida importante para implementar a Iniciativa de Civilizações Globais apresentada pelo Presidente Xi Jinping, refletindo o respeito da China pela diversidade das civilizações e a esperança de que todas as culturas, tal como as fitas multicoloridas, brilhem em conjunto e coexistam em harmonia.

A cultura pertence à história, mas também à era atual; pertence às nações, mas também ao mundo. O Festival do Barco-Dragão concentra valores de patriotismo, sabedoria ecológica, solidariedade e inclusão. Representa não apenas a essência e a alma da excelente cultura tradicional chinesa, mas também os valores comuns que justificam o seu reconhecimento como Património Cultural Imaterial da Humanidade. 

Este ano é o Ano dos Intercâmbios Interpessoais e culturais China-África. A relação China-Moçambique foi elevada pelos Chefes de Estado dos dois países ao nível da Comunidade com um Futuro Compartilhado China-Moçambique na Nova Era. Esperamos aproveitar esta celebração do Festival do Barco-Dragão para aprofundar o conhecimento dos amigos moçambicanos sobre a China, reforçar o diálogo e os intercâmbios entre as civilizações dos nossos dois países e consolidar a base de amizade entre os nossos povos através de uma maior compreensão mútua, injetando assim um impulso inesgotável para a construção da Comunidade com um Futuro Compartilhado China-Moçambique na Nova Era. Por fim, desejo a todos boa saúde, felicidade e um feliz Festival do Barco-Dragão!

Muito obrigada!


Embaixada da República Popular da China na República de Moçambique