O Jornal Notícias publicou no dia 6 de maio o artigo de S.E. Zheng Xuan, Embaixadora da China em Moçambique, intitulado “Aderir aos Factos Históricos e Respeitar o Princípio de Uma Só China”
2026/05/06

O Jornal Notícias publicou no dia 6 de maio o artigo de S.E. Zheng Xuan, Embaixadora da China em Moçambique, intitulado “Aderir aos Factos Históricos e Respeitar o Princípio de Uma Só China”, no qual esclarece o princípio de Uma Só China e refuta firmemente declarações erradas relacionadas com Taiwan. Segue-se o texto integral:

Existe apenas uma China no mundo. Taiwan é uma parte inalienável do território chinês, e o Governo da República Popular da China é o único governo legítimo que representa toda a China. Este facto assenta em bases sólidas de natureza histórica, jurídica, cultural e de relações internacionais, sendo amplamente reconhecido e respeitado pelas Nações Unidas e pela maioria absoluta dos países.

Em abril deste ano, o Presidente Daniel Francisco Chapo realizou com êxito a Visita de Estado à China. Na Declaração Conjunta entre a República Popular da China e a República de Moçambique sobre a Formação da Comunidade com Futuro Compartilhado China-Moçambique na Nova Era, a Parte Moçambicana reafirma o seu apoio incondicional ao princípio de Uma Só China, opõe-se firmemente a qualquer forma de “independência de Taiwan”, apoia de forma resoluta todos os esforços do Governo chinês para alcançar a reunificação nacional e defende com determinação a autoridade da Resolução 2758 da Assembleia Geral das Nações Unidas. Esta posição reflete plenamente o respeito de Moçambique pelos factos históricos e jurídicos, bem como pela soberania da China, demonstrando ainda que o princípio de Uma Só China constitui já um amplo consenso da comunidade internacional.

Os dois lados do Estreito de Taiwan são geograficamente contíguas e partilham a mesma origem cultural, transmitindo de geração em geração uma herança histórica e civilizacional comum. Olhando para a história, a China moderna atravessou um período de fraqueza nacional e instabilidade, marcado por invasões externas e conflitos internos, que colocaram a nação chinesa numa situação extremamente difícil e frágil. A separação no Estreito de Taiwan não é um fenómeno natural, mas sim um legado resultante das vicissitudes históricas e da interferência de fatores externos; não é imutável nem constitui uma realidade permanente.

O presidente chinês Xi Jinping sublinhou, na comemoração do 40º aniversário da publicação da Mensagem aos Compatriotas de Taiwan, que: “A questão de Taiwan surgiu devido à fraqueza e à desordem da nação e será resolvida com o grande rejuvenescimento da nação chinesa. Trata-se de um assunto interno da China, que envolve interesses fundamentais do país e os sentimentos nacionais do povo chinês, não admitindo qualquer interferência de forças externas.” Estas importantes afirmações revelam profundamente a natureza histórica da questão de Taiwan e a sua tendência de desenvolvimento.

Recentemente, ao reunir-se com a presidente do Kuomintang(KMT), Cheng Li-wun, o Presidente Xi Jinping enfatizou que os compatriotas de ambos os lados do Estreito pertencem à mesma nação chinesa, e que o território não pode ser dividido, o Estado não pode ser desordenado, a nação não pode ser fragmentada e a civilização não pode ser interrompida. Esta importante declaração indica claramente o rumo para o desenvolvimento pacífico das relações entre as duas margens e para a promoção da reunificação nacional, transmitindo também à comunidade internacional a firme determinação da China em salvaguardar a sua soberania e integridade territorial.

Atualmente, a situação no Estreito de Taiwan enfrenta incertezas e riscos potenciais. As forças separatistas que defendem a “independência de Taiwan”, ignorando os factos históricos e a vontade dominante da população, continua a criar confrontação e a manipular tensões, prejudicando o ambiente de paz arduamente construído entre as duas margens. Algumas forças externas, movidas por interesses geopolíticos próprios, exploram deliberadamente a questão de Taiwan e intervêm nos assuntos regionais, agravando as tensões e constituindo um sério risco para a paz e estabilidade no Estreito.

No dia 22 de abril, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China respondeu de forma clara à alegada “suspensão” da deslocação de Lai Ching-te a Eswatini. Os 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com a China, bem como a União Africana, reiteraram por diversas vezes a firme adesão ao princípio de Uma Só China, reafirmando que existe apenas uma China no mundo, que Taiwan é uma parte inalienável do território chinês e que o Governo da República Popular da China é o único governo legítimo que representa toda a China, apoiando firmemente todos os esforços do Governo chinês para alcançar a reunificação nacional. Os factos são claros: já não existe o chamado “Presidente da República da China”; qualquer tentativa de alguém se apresentar sob essa designação contraria a tendência histórica e apenas resultará em descrédito próprio. O princípio de Uma Só China corresponde à vontade dos povos, à tendência da história e à justiça internacional; ninguém poderá travar o curso histórico irreversível da reunificação da China.


Embaixada da República Popular da China na República de Moçambique